Varig processou o governo em 1993 e só recebeu em 2025
VARIG S.A. (Viação Aérea Rio-Grandense), depois Flex; falida junto com Rio Sul e Nordeste · 1985-2025
A Varig ganhou do governo na Justiça. O pagamento só saiu quinze anos depois de ela falir.
O que eraA principal companhia aérea do Brasil nos anos 60, 70 e 80. Era concessionária do governo; pelo contrato de concessão de 1988, as tarifas deviam ser fixadas pelo DAC, o órgão do governo para a aviação civil, tendo em vista os fatores de custo.
A Varig processou o governo em 1993 pelo congelamento das tarifas e ganhou no STF em 2014. O governo pagou à massa falida só em 2025, quinze anos depois da falência, e cerca de R$ 3 bilhões seguiam bloqueados até a última informação pública, de outubro de 2025, numa disputa entre credores e a União.
A queda em números
| 1986-02 | defasagem das tarifas aéreas quando o Plano Cruzado as congelou (segundo o perito): 29% T1 primária |
| 2005-06 | dívida do grupo ao pedir recuperação judicial: R$ 7 bilhões (estimativa) T2 revisada |
| 2006-07 | preço mínimo da parte sem dívidas, com a marca: US$ 24 milhões, mais obrigações T2 revisada |
| 2007 | compra da "Nova Varig" (VRG) pela Gol: US$ 320 milhões T2 revisada |
| 2010-08 | aviões que a Varig antiga (Flex) chegou a operar depois da venda, segundo a reportagem da falência: 1 T2 revisada |
| 2024-03 | acordo da União com a massa falida: R$ 4,7 bilhões (segundo o Poder360, envolvidos esperavam cerca de R$ 12 bilhões) T2 revisada |
| 2025 | FGTS dos ex-funcionários: repasses a partir de agosto, com o dinheiro do precatório: cerca de R$ 600 milhões T2 revisada |
| 2025-10 | saldo do precatório ainda bloqueado: cerca de R$ 3 bilhões T2 revisada |
Como o dinheiro andou
| 2025 | União → massa falida da Varig: precatório do acordo pela defasagem tarifária · R$ 4,7 bilhões T2 revisada |
| 2025 | massa falida (dinheiro do precatório) → ex-funcionários (FGTS): FGTS não recolhido; repasses a partir de agosto, segundo a PGFN · cerca de R$ 600 milhões T2 revisada |
| 2025-10 | saldo do precatório (retido até a Justiça decidir a compensação de impostos) → BLOQUEADO, não repassado: credores, entre eles o Aerus e um fundo do BTG, foram à Justiça; o TJRJ autorizou dividir entre os credores com garantia real; a PGFN recorreu: saldo em disputa · cerca de R$ 3 bilhões T2 revisada |
O outro lado
A União, na contestação da ação (anos 90)
As empresas aéreas sempre foram deficitárias e recorreram aos cofres públicos para cobrir "uma administração desastrosa"; os planos atingiram todos os setores; e parte dos prejuízos da Varig veio de vender abaixo do custo e pagar comissões acima das legais. Citou um relatório anual da própria Varig que falava de "políticas desastrosas de concorrência" de muitas empresas da aviação.
T1 primária STF, RE 571.969/DF, Tribunal Pleno, rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 12/03/2014 (inteiro teor), relatório (contestação da União, fls. 302-309) · T1 primária STF, RE 571.969/DF, Tribunal Pleno, rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 12/03/2014 (inteiro teor), relatório (contestação da União, fls. 302-309) · T1 primária STF, RE 571.969/DF, Tribunal Pleno, rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 12/03/2014 (inteiro teor), relatório (contestação da União, fls. 302-309) · T1 primária STF, RE 571.969/DF, Tribunal Pleno, rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 12/03/2014 (inteiro teor), relatório (contestação da União, fls. 302-309) · T1 primária STF, RE 571.969/DF, Tribunal Pleno, rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 12/03/2014 (inteiro teor), relatório (contestação da União, fls. 302-309) · T1 primária STF, RE 571.969/DF, Tribunal Pleno, rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 12/03/2014 (inteiro teor), relatório (contestação da União, fls. 302-309) · T1 primária STF, RE 571.969/DF, Tribunal Pleno, rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 12/03/2014 (inteiro teor), relatório (contestação da União, fls. 302-309) · T1 primária STF, RE 571.969/DF, Tribunal Pleno, rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 12/03/2014 (inteiro teor), relatório (contestação da União, fls. 302-309)
Ministro Joaquim Barbosa, voto vencido no STF (2014)
O laudo feito para medir o prejuízo foi usado como se provasse que o dano existia.
T1 primária STF, RE 571.969/DF, Tribunal Pleno, rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 12/03/2014 (inteiro teor), voto-vista do Min. Joaquim Barbosa (vencido) · T1 primária STF, RE 571.969/DF, Tribunal Pleno, rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 12/03/2014 (inteiro teor), voto-vista do Min. Joaquim Barbosa (vencido)
Fazenda Nacional (PGFN), sobre o saldo de R$ 3 bilhões (2025)
O acordo de 2024 só permite liberar o saldo depois que a Justiça analisar a compensação dos impostos; o dinheiro não integra definitivamente o patrimônio da massa falida; estima-se que a União tenha mais de R$ 10 bilhões em impostos a receber da Varig.
T2 revisada InvestNews, 16/10/2025 (posição da PGFN) · T2 revisada InvestNews, 16/10/2025 (posição da PGFN) · T2 revisada InvestNews, 16/10/2025
Fundação Ruben Berta, acionista majoritária da Varig antiga (2010)
Recorreu da falência, dizendo que o administrador judicial não podia pedi-la; disse que desde 2005 os acionistas não tinham informações sobre os balanços.
T2 revisada Gazeta do Povo, 04/09/2010 · T2 revisada Gazeta do Povo, 04/09/2010
O STF decidiu que o Estado pode ter de indenizar até quando age dentro da lei, se o ato prejudica um particular de um jeito que não prejudicou os demais. A Varig ganhou com essa regra, mas a ação começou em 1993, a decisão do STF veio em 2014 e o pagamento à massa falida, em 2025, quinze anos depois de a Varig antiga falir.
Em que este vídeo se apoia
O vídeo inteiro depende destas 5 afirmações. Se alguma delas cair, o vídeo cai junto. Os links vão direto para a fonte.
T1 primária A Varig era concessionária de serviço público de transporte aéreo e, em 26/02/1993, entrou na Justiça Federal com uma ação de indenização contra a União.
T1 primária O STF afirmou, por maioria, a responsabilidade da União pelos prejuízos da Varig com os planos econômicos; ficaram vencidos os ministros Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes, que julgavam improcedente o pedido da Varig.
T2 revisada Foi decretada a falência da antiga Varig, que operava com a marca Flex.
T2 revisada A União fez um acordo para pagar R$ 4,7 bilhões à massa falida da Varig.
T2 revisada Cerca de R$ 3 bilhões do precatório de R$ 4,7 bilhões, pago pela União à massa falida, estavam em disputa.
Cronologia
| 1960 | Jingle de Natal da Varig, de Caetano Zama, em campanha criada por Boni. T2 revisada |
| 1985-10 | Início do período de congelamento tarifário alegado pela Varig na ação (até janeiro de 1992). T1 primária |
| 1986-02 | O Plano Cruzado congela os preços, inclusive as tarifas aéreas, que segundo o perito já estavam 29% defasadas. T1 primária |
| 1993-02-26 | A Varig entra na Justiça Federal contra a União pedindo indenização pelo congelamento. T1 primária |
| 1995-09-27 | A 1ª instância julga a ação procedente e fixa R$ 2,24 bilhões (valores de março de 1995); o TRF-1 depois reduz a condenação. T1 primária |
| 2005-06-17 | Com dívidas estimadas em R$ 7 bilhões, a Varig pede recuperação judicial. T2 revisada |
| 2006-07 | A parte sem dívidas, com a marca, é vendida à VarigLog por US$ 24 milhões mais obrigações. (confiança media) T2 revisada |
| 2006-04 | Artistas como Marieta Severo e Marco Nanini fazem ato no Teatro do Leblon em apoio aos funcionários; a Varig dava passagens gratuitas a profissionais de teatro. T2 revisada |
| 2007 | A Gol compra a "Nova Varig" (VRG) por US$ 320 milhões. T2 revisada |
| 2010-08-20 | Falência da Varig antiga (Flex), da Rio Sul e da Nordeste, a pedido do administrador judicial. T2 revisada |
| 2014-03-12 | O STF confirma, por maioria, a responsabilidade da União pelos prejuízos dos planos econômicos. T1 primária |
| 2017-08-03 | O STF rejeita os embargos da União. T2 revisada |
| 2024-03 | Acordo: a União vai pagar R$ 4,7 bilhões à massa falida (segundo o Poder360, envolvidos esperavam cerca de R$ 12 bilhões). T2 revisada |
| 2025 | O precatório é pago à massa falida (julho segundo InvestNews e O Seringal; agosto segundo o sindicato dos aeronautas); o FGTS, cerca de R$ 600 milhões, é repassado a partir de agosto. (confiança media) T2 revisada |
| 2025-10 | Cerca de R$ 3 bilhões seguem bloqueados; o Aerus e um fundo do BTG disputam o saldo, e a União quer abater impostos antes. T2 revisada |
O que se diz × o que os documentos mostram
A versão que circula
A Gol comprou a Varig.
O que a apuração encontrou
A Gol comprou em 2007 a "Nova Varig" (VRG), formada com a parte sem dívidas e com a marca, que a VarigLog e a Volo tinham comprado em 2006 por US$ 24 milhões mais obrigações. A Varig antiga ficou com as dívidas, passou a se chamar Flex, chegou a voar com um único avião e faliu em 2010. A marca Varig continuou existindo com a Gol; a empresa que tinha as dívidas e os funcionários antigos, não.
A versão que circula
A Varig quebrou por má gestão. (Ou, para os defensores: o governo quebrou a Varig.)
O que a apuração encontrou
As duas versões estão no mesmo processo. A União alegou que o problema era má administração (a versão completa dela está no outro lado). O TRF-1 escreveu que a perícia desmentia a tese de má administração e apontava a inflação represada; no voto vencido do STF, Joaquim Barbosa contestou esse uso do laudo. O STF, por maioria, reconheceu a responsabilidade da União pelos prejuízos dos planos. A juíza da falência atribuiu o fim a "contingências políticas e econômicas". Nenhum documento do material diz que o congelamento sozinho causou a falência.
A versão que circula
Os funcionários da Varig nunca receberam nada.
O que a apuração encontrou
O pagamento do precatório em 2025 permitiu pagar o FGTS dos ex-funcionários, cerca de R$ 600 milhões, com repasses a partir de agosto e conclusão prevista para setembro (PGFN); e os cerca de 15 mil da classe trabalhista vão receber até 150 salários mínimos cada. Mas, segundo o Poder360, cerca de 2 mil, na maioria pilotos, comandantes e gestores, ficam sem parte do que têm a receber; e os cerca de R$ 3 bilhões que o Aerus, entidade das aposentadorias dos ex-funcionários, tenta acessar continuavam bloqueados em outubro de 2025.
Desfecho
Falência da Varig antiga (Flex), da Rio Sul e da Nordeste decretada em 20/08/2010 pela 1ª Vara Empresarial do Rio. O STF confirmou a responsabilidade da União pelos prejuízos dos planos econômicos em 12/03/2014 e rejeitou os embargos em 2017. Acordo de R$ 4,7 bilhões em março de 2024; precatório pago à massa falida em 2025; cerca de R$ 3 bilhões ainda bloqueados em outubro de 2025.
Ressalvas
• VALOR DE 1995: R$ 2,24 bilhões é o que a 1ª instância fixou em 27/09/1995, em valores de março de 1995. O TRF-1 reduziu a condenação (prescrição antes de fev/1988, sem lucros cessantes, juros de 0,5% ao mês; item 7 do relatório, evidência do TRF-1). Por isso o valor de 1995 NÃO está na "queda", e a correção pelo IPCA (cerca de R$ 16,2 bilhões, P1) NUNCA pode ser comparada com o acordo de R$ 4,7 bilhões.
• CONGELAMENTO: "outubro de 1985 a janeiro de 1992" é o período ALEGADO pela Varig na ação. O Plano Cruzado congelou as tarifas em fevereiro de 1986 (laudo citado no acórdão; ementa: valores de 27.2.1986). Não dizer que o Cruzado começou em 1985.
• MÁ GESTÃO: é a versão da União nos autos, e foi dita das "empresas aéreas" em geral (informações do Ministério da Aeronáutica), não um fato julgado. Nenhuma denúncia criminal contra dirigentes foi encontrada. No roteiro: "a União afirmou", "o TRF-1 escreveu que a perícia...", "o STF decidiu".
• PERÍCIA: a frase "a prova pericial desmente" é do acórdão do TRF-1, citada no voto-vista de Joaquim Barbosa justamente para criticar o uso do laudo. Não dizer "a perícia concluiu" seco; dizer "o tribunal, com base na perícia".
• CAUSA DA FALÊNCIA: nenhum documento diz que o congelamento SOZINHO quebrou a Varig. A ESPM data os problemas a partir de 1990, com a concorrência estrangeira; a União aponta preços e comissões; a juíza fala em contingências políticas e econômicas. O vídeo não decide pelo espectador.
• BRIGA POLÍTICA DA VARIGLOG (2006-2008): FORA, decisão do Renan (14/10/2026). No roteiro, no máximo: "a venda ainda virou caso político, com acusações no Senado que nunca chegaram a uma decisão da Justiça" (sem nomes; precisa de fonte própria se entrar).
• PAGAMENTO DO PRECATÓRIO: InvestNews e O Seringal dizem julho de 2025; o SNA, com base no informe da administradora, diz que julho não aconteceu e o pagamento saiu em agosto. No roteiro: "em 2025".
• O SALDO DE R$ 3 BILHÕES: última informação de outubro de 2025 (InvestNews). Antes de publicar, procurar notícia mais recente; se não houver, dizer "até a última informação pública, de outubro de 2025". "Dinheiro chegou" NÃO: o pagamento à massa não é liberação aos credores (SNA).
• ONDE ESTÁ O SALDO: o InvestNews diz que o precatório "foi pago (...) à massa falida" e, no mesmo texto, que os R$ 3 bi "devem entrar no caixa da massa falida"; o SNA diz que o saldo será transferido a uma conta judicial ligada à vara da falência depois dos trâmites na 17ª Vara Federal; a PGFN diz que o dinheiro não integra definitivamente o patrimônio da massa. No roteiro: "o saldo está retido", sem dizer quem guarda.
• CNN x PODER360: a CNN diz que o acordo "garante" o pagamento das dívidas trabalhistas dos 15 mil; o Poder360 diz que cerca de 2 mil ficam sem parte, por causa do teto de 150 salários mínimos. As duas coisas valem ao mesmo tempo: todos recebem até o teto. No roteiro, atribuir cada uma.
• FUNDAÇÃO RUBEN BERTA (aviso interno, nunca na ficha pública): as frases de Cesar Curi que acusam quem geriu a empresa depois de 2005, e a queda do faturamento que ele atribui a eles, mira quem geriu a Varig depois de 2005 e os administradores judiciais, identificáveis: FORA da ficha. A pessoa Cesar Curi fica sem "fonte" de propósito: a única ref que o nomeia é a do outro lado, e o schema proíbe repetir.
• DÍVIDA DE 2005: R$ 7 bi (Conjur, com a assessoria do TJRJ) x R$ 5,7 bi (outra cobertura, sem trecho). Usar "estimadas em R$ 7 bilhões".
• LEILÃO DE 2006: 20/07/2006 (Conjur/TJRJ) x "last June" (FlightGlobal) x US$ 28 milhões (Band, página bloqueada). Usar "em 2006, por US$ 24 milhões mais obrigações".
• GOL: comprou a VRG em março de 2007 (Conjur); a FlightGlobal noticia a conclusão em 03/04/2007. Usar "em 2007".
• TST/ADI 3934: a Migalhas (2011) relata a decisão da 5ª Turma; o acórdão do TST e a ADI não estão baixados. Se a regra da venda sem dívida virar bloco do roteiro, baixar a ADI 3934 (T1).
• JINGLE DE NATAL: a letra é obra protegida e NÃO entra na ficha nem em tela. "46 anos no ar" vem de vídeo do YouTube: não usar. Xuxa cantou o jingle em 1992 segundo o Meio & Mensagem (o Mercado & Eventos diz 1995): usar sempre atribuído ao Meio & Mensagem, como no aviso FAMOSOS. CAETANO ZAMA: viva = true por regra (na dúvida, true); conferir antes de publicar.
• FAMOSOS (regra do canal, aplicada em 14/10/2026 a pedido do Renan): Xuxa cantou o jingle de Natal em 1992 (Meio & Mensagem; o Mercado & Eventos diz 1995: usar "segundo o Meio & Mensagem"). Ato de artistas no Teatro do Leblon (Congresso em Foco, 13/04/2006): no roteiro só Marieta Severo, Marco Nanini, Julia Lemmertz e Irene Ravache; Tônia Carrero e Mauro Mendonça ficam fora (situação de vida não está no material). Na mesma matéria, o diretor Gerald Thomas fez gesto obsceno dirigido a Lula: FORA (política). Nenhum famoso que tenha perdido dinheiro (Aerus) foi achado com fonte.
• JUIZ DE 1995: o nome do juiz da 17ª Vara Federal do DF que deu a sentença não está no acórdão; consulta processual do TRF-1 (0002243-78.1993.4.01.3400) é material que o Renan traz. O acórdão do TRF-1 de 2ª instância que cita a perícia (embargos infringentes) também não tem relator identificado no material; Eliana Calmon é a relatora das APELAÇÕES (não afirmar que assinou a redução).
• TOFFOLI (entra no roteiro, decisão do Renan 14/10/2026): é a relatora quem conta, no esclarecimento antes do voto, que o processo pautado em 2009 não foi chamado por um PEDIDO CONJUNTO da AGU e dos advogados das partes, inclusive do Aerus, para tentar um acordo; o documento veio assinado pelo então advogado-geral Dias Toffoli. Em 2011 houve novo pedido, pelo mesmo motivo. NUNCA atribuir o adiamento só a ele. Dizer "segundo a relatora". Em 2014 ele estava AUSENTE com justificativa (acórdão), não impedido (a Migalhas diz impedido). Não ligar a ausência ao pedido de 2009: o material não liga. No bloco 30 os quatro que não votaram aparecem juntos e em tom neutro (decisão do Renan).
• MINISTROS: decisão por maioria, vencidos Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes; impedidos Teori Zavascki e Luiz Fux; ausentes Marco Aurélio e Dias Toffoli (acórdão, T1). A Migalhas e o Jornal do Brasil dão Toffoli como impedido (o JB diz: porque era advogado-geral da União quando a ação corria nas instâncias inferiores). No roteiro: "na ata, ausente; segundo o Jornal do Brasil, impedido", sempre as duas coisas juntas. Motivos (JB): Fux e Teori já tinham se pronunciado no STJ; Marco Aurélio, viagem. Os cinco votos com a relatora estão no acórdão: Cármen Lúcia, Barroso, Rosa Weber, Celso de Mello e Lewandowski (refs 71-75, 79, 80). 5 a favor, 2 contra, 2 impedidos, 2 ausentes = 11.
• A data 2006-07 tem confiança media: A parte sem dívidas, com a marca, é vendida à VarigLog por US$ 24 milhões mais obrigações.
• A data 2025 tem confiança media: O precatório é pago à massa falida (julho segundo InvestNews e O Seringal; agosto segundo o sindicato dos aeronautas); o FGTS, cerca de R$ 600 milhões, é repassado a partir de agosto.
Fontes
- T2 revisada
Nos anos 60, 70 e 80 a Varig foi a principal companhia aérea brasileira; segundo a ESPM, começou a ter problemas em 1990, com a concorrência estrangeira nas rotas internacionais.“A Varig, que nos anos 60, 70 e 80 foi a principal companhia aérea brasileira, começou a ter problemas em 1990, com o início da concorrência de empresas estrangeiras nas rotas internacionais”
- T1 primária sustenta a tese
A Varig era concessionária de serviço público de transporte aéreo e, em 26/02/1993, entrou na Justiça Federal com uma ação de indenização contra a União.“Em 26 de fevereiro de 1993 (fls. 3), a Viação Aérea Rio-Grandense – Varig S/A, concessionária de serviços públicos de transporte aéreo regular, ajuizou ação ordinária de indenização contra a União”
- T1 primária
Pelo contrato de concessão de 1988 (cláusula XI), as tarifas deviam ser fixadas pelo DAC, o órgão do governo para a aviação civil, tendo em vista os fatores de custo.“As tarifas a serem aplicadas deverão ser fixadas pelo DAC tendo em vista os fatores de custo, para ser economicamente viável a operação”
- T1 primária
Na ação, a Varig alegou que seu patrimônio encolheu por causa do congelamento das tarifas aéreas, de outubro de 1985 a janeiro de 1992.“alegando que a diminuição do seu patrimônio líquido seria decorrente da política de congelamento tarifário vigente, no País, de outubro de 1985 até janeiro de 1992”
- T1 primária
Segundo o laudo do perito oficial, citado no acórdão, o Plano Cruzado congelou em fevereiro de 1986 todos os preços, inclusive as tarifas aéreas, que já estavam 29% defasadas.“Em fevereiro de 1986, o Plano Cruzado congelou por um ano todos os preços da economia, inclusive as tarifas aéreas que já se encontravam defasadas em 29%”
- T1 primária
Em 27/09/1995, a 17ª Vara Federal do Distrito Federal julgou a ação procedente.“o Juízo da 17ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal julgou procedente a ação (27.9.1995, fls. 1.105/1.130)”
- T1 primária
A sentença condenou a União (a ré) a pagar R$ 2.236.654.126,92, em valores de março/95, com base no laudo do perito do juízo.“Condeno, por conseguinte, a ré no pagamento da verba indenizatória que ora fixo no montante de R$ 2.236.654.126,92 (dois bilhões duzentos e trinta e seis milhões seiscentos e cinqüenta e quatro mil cento e vinte e seis reais e noventa e dois centavos), para o mês de MARÇO/95, tomando por base o laudo pericial do Experto do Juízo”
- T1 primária
O TRF-1 reduziu a condenação: aplicou a prescrição ao período anterior a fevereiro de 1988, excluiu os lucros cessantes e fixou os juros de mora em 0,5% ao mês.“No mérito, negou-se provimento, à unanimidade, ao recurso interposto pela Varig, dando-se parcial provimento à apelação da União para: a) reconhecer a prescrição qüinquenal em relação a período anterior a fevereiro de 1988, em razão de ter a propositura da ação ocorrido em 26.2.1993; b) determinar a exclusão dos lucros cessantes, c) estabelecer que os juros de mora são devidos no percentual de 0,5% ao mês”
- T1 primária
O TRF-1 escreveu que a União alegou má administração da empresa e que a perícia desmentia isso, ao constatar que a diferença entre custo e tarifa veio da inflação represada.“A UNIÃO, para afastar-se da responsabilidade que se pretende declarar, alega que a defasagem entre custo e tarifa decorreu da má administração da empresa. Entretanto, a prova pericial desmente a afirmação, ao constatar que a defasagem ocorreu de uma inflação reprimida, cujo índice não traduzia a realidade econômica vivida.”
- T1 primária
A ementa do STF afirma a responsabilidade do Estado por atos legais quando eles causam prejuízo a particulares em condição de desigualdade com os demais.“RESPONSABILIDADE POR ATOS LÍCITOS QUANDO DELES DECORREREM PREJUÍZOS PARA OS PARTICULARES EM CONDIÇÕES DE DESIGUALDADE COM OS DEMAIS.”
- T1 primária sustenta a tese
O STF afirmou, por maioria, a responsabilidade da União pelos prejuízos da Varig com os planos econômicos; ficaram vencidos os ministros Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes, que julgavam improcedente o pedido da Varig.“afirmando-se a responsabilidade da União quanto aos prejuízos suportados pela recorrida em razão dos planos econômicos existentes no período objeto da ação, vencidos os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente) e Gilmar Mendes, que negavam provimento ao segundo recurso da União e davam provimento à parte conhecida do recurso da União e ao do Ministério Público Federal, para julgar improcedente o pedido de indenização fo”
- T1 primária
O julgamento no Plenário do STF foi em 12/03/2014.“Ausentes, justificadamente, os Ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli. Plenário, 12.03.2014.”
- T2 revisada
O STF decidiu, por maioria, que a União deve indenizar a Varig, cuja falência tinha sido decretada em 2010.“O plenário do STF decidiu nesta quarta-feira, 12, por maioria de votos, que a União deve indenizar Varig, cuja falência foi decretada em 2010”
- T2 revisada
O STF rejeitou os embargos de declaração da União no mesmo recurso.“O STF rejeitou nesta quinta-feira, 3, embargos de declaração apresentados pela União no RE 571969”
- T2 revisada
Com dívidas estimadas em R$ 7 bilhões, o grupo Varig pediu recuperação judicial em 17/06/2005, quatro meses depois da nova Lei de Falências, e foi o primeiro do país a fazer isso.“Com dívidas estimadas em R$ 7 bilhões, o grupo Varig foi o primeiro do país a pedir a recuperação judicial, em 17 de junho de 2005, quatro meses depois da promulgação da nova Lei de Falências.”
- T2 revisada
A parte sem dívidas e com a marca Varig foi vendida à ex-subsidiária VarigLog pelo preço mínimo de US$ 24 milhões, mais obrigações como o programa de milhagem e as passagens já emitidas.“a parte sem dívidas da companhia e com a marca Varig foi vendida, em 20 de julho de 2006, para sua ex-subsidiária VarigLog pelo preço mínimo de US$ 24 milhões, mais obrigações, como a manutenção do programa de milhagens e passagens emitidas, dentre outras.”
- T2 revisada
A Gol comprou a "Nova Varig".“Em março de 2007, a Nova Varig foi comprada pela Gol, que herdou as obrigações anteriormente firmadas.”
- T2 revisada
A Gol concluiu a compra da VRG Linhas Aéreas, sucessora da Varig, num negócio de US$ 320 milhões.“Brazilian low-fare airline Gol has completed the long-awaited acquisition of VRG Linhas Aéreas, successor to Brazil's bankrupt flag carrier Varig, in a $320 million deal”
- T2 revisada
Parte do pagamento da Gol foi em ações para a VarigLog e a Volo, que tinham comprado a parte operacional da Varig por US$ 24 milhões (a FlightGlobal escreve "acquired Varig").“with the balance being settled through the allocation of non-voting shares to VarigLog and Volo, which acquired Varig last June for $24 million.”
- T2 revisada
A VRG tinha começado a operar no dezembro anterior à compra, com aviões, pessoal e rotas herdados da Varig.“VRG had struggled to find a strategic partner after it launched operations last December with aircraft, personnel and a route network inherited from Varig.”
- T2 revisada
A Varig antiga passou a se chamar Flex, seguiu em recuperação judicial e chegou a operar com um único avião.“A antiga Varig, que passou a se chamar Flex, seguiu em recuperação judicial. A empresa voltou a operar com apenas um avião”
- T2 revisada sustenta a tese
Foi decretada a falência da antiga Varig, que operava com a marca Flex.“Foi decretada nesta sexta-feira (20/8) a falência da antiga Varig, que atualmente operava com a bandeira Flex.”
- T2 revisada
A juíza Márcia Cunha de Carvalho, da 1ª Vara Empresarial do Rio, decretou também a falência da Rio Sul e da Nordeste, empresas do grupo.“A juíza Márcia Cunha de Carvalho, da 1ª Vara Empresarial do Rio, também decretou a falência de outras duas empresas do grupo: Rio Sul Linhas Aéreas e Nordeste Linhas Aéreas.”
- T2 revisada
A falência foi decretada a pedido do próprio administrador judicial da companhia.“A decisão foi tomada a partir de pedido do próprio administrador e gestor judicial da companhia.”
- T2 revisada
A juíza atribuiu a "contingências políticas e econômicas" o fato de a antiga Varig não ter superado a crise.“A juíza atribuiu a “contingências políticas e econômicas” ao fato de a antiga Varig não ter conseguido superar a grave crise financeira e patrimonial na qual estava mergulhada há algumas décadas.”
- T2 revisada
Quando a falência foi decretada, a maior esperança de sobrevivência da companhia era a ação contra a União, que cobrava cerca de R$ 4 bilhões pelo congelamento de tarifas.“A maior esperança de sobrevivência da companhia repousava, porém, na ação que cobra da União cerca de R$ 4 bilhões por perdas com o congelamento de tarifas nos anos 80 e 90.”
- T2 revisada sustenta a tese
A União fez um acordo para pagar R$ 4,7 bilhões à massa falida da Varig.“A União firmou um acordo para pagar R$ 4,7 bilhões à massa falida da Viação Aérea Rio-Grandense (Varig)”
- T2 revisada
Segundo a CNN, o acordo garante o pagamento das dívidas trabalhistas com 15 mil ex-funcionários, estimadas em R$ 1 bilhão.“A medida também garante o pagamento de dívidas trabalhistas a 15 mil ex-colaboradores, estimadas em R$ 1 bilhão.”
- T2 revisada
O acordo foi assinado pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, e pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e encerrou um processo de mais de 30 anos.“assinado por Jorge Messias, advogado-geral da União, Fernando Haddad, ministro da Fazenda, e pela administradora e outros representantes, pondo fim a um processo de mais de 30 anos.”
- T2 revisada
Segundo o Poder360, os envolvidos no processo esperavam um acordo da ordem de R$ 12 bilhões.“Segundo o Poder360 apurou, envolvidos no processo esperavam que a negociação resultasse em um acordo maior, da ordem de R$ 12 bilhões, o que não ocorreu.”
- T2 revisada
Os cerca de 15 mil ex-funcionários estão na classe dos créditos trabalhistas e todos vão receber, mas essa classe só recebe até 150 salários mínimos por pessoa.“Todos os ex-funcionários entraram na classe 1. Eram cerca de 15.000. Todos eles receberão. Mas, pela legislação de falências, essa categoria de credores só recebe até 150 salários mínimos.”
- T2 revisada
Ex-funcionários com créditos acima de 150 salários mínimos não vão receber tudo.“Ficarão sem receber toda a indenização funcionários com causas superiores a 150 salários mínimos”
- T2 revisada
Na maioria, esses ex-funcionários acima do teto são pilotos, comandantes e gestores, que tinham os maiores salários.“Na maioria, são pilotos, comandantes e gestores, que tinham as maiores remunerações da Varig.”
- T2 revisada
Segundo o Poder360, cerca de 2 mil ex-funcionários vão ficar sem parte do que têm a receber.“são aproximadamente 2.000 funcionários que ficarão sem receber parte dos valores devidos.”
- T2 revisada
Para o administrador judicial, a chance de pagar os credores da classe 3 é "praticamente zero".“Segundo o administrador, "a chance de pagar os credores da classe 3 é praticamente zero" .”
- T2 revisada
Segundo o sindicato dos aeronautas, o pagamento do precatório estava previsto para julho, não saiu em julho e foi feito em agosto.“que tratava da previsão de pagamento dos precatórios inscritos no orçamento da União para o exercício de 2025, cujo cronograma previa o pagamento em julho, o que não aconteceu. O pagamento foi efetuado somente neste mês de agosto.”
- T2 revisada
O pagamento do precatório não significa liberação imediata do dinheiro aos credores.“É importante ressaltar que o pagamento do precatório NÃO significa a liberação imediata dos valores aos credores”
- T2 revisada
As dívidas de FGTS não pagas aos ex-funcionários somavam cerca de R$ 600 milhões.“Ao todo, o valor de dívidas de FGTS não quitadas com os ex-trabalhadores da empresa somou cerca de R$ 600 milhões.”
- T2 revisada
O pagamento do precatório de R$ 4,74 bilhões à massa falida permitiu pagar as dívidas de FGTS.“O governo realizou o pagamento do precatório R$ 4,74 bilhões referente ao acordo com a massa falida em julho deste ano, o que possibilitou o pagamento das dívidas.”
- T2 revisada
Segundo a PGFN, os repasses do FGTS aos ex-funcionários começaram em agosto, com conclusão prevista para setembro de 2025.“Os repasses referentes ao FGTS começaram a ser feitos em agosto e devem ser concluídos nesse mês de setembro”
- T2 revisada
A Varig era a maior devedora do FGTS do Brasil.“A Varig era a maior devedora do FGTS no Brasil e firmou uma Transação Individual com a PGFN para resolver essas pendências.”
- T2 revisada sustenta a tese
Cerca de R$ 3 bilhões do precatório de R$ 4,7 bilhões, pago pela União à massa falida, estavam em disputa.“Em disputa está um saldo de cerca de R$ 3 bilhões remanescente de um precatório de R$ 4,7 bilhões , que foi pago pela União em julho deste ano à massa falida da Varig.”
- T2 revisada
O Aerus, entidade que administra as aposentadorias dos ex-funcionários, e um fundo administrado pelo BTG foram à Justiça para tentar acessar esse dinheiro.“O embate ganhou força em agosto, quando o Aerus, entidade que administra as aposentadorias dos ex-funcionários, e um fundo administrado pelo BTG foram à Justiça para tentar acessar os recursos.”
- T2 revisada
O Aerus é o maior credor: crédito original de cerca de R$ 2,6 bilhões, que corrigido pode passar de R$ 5 bilhões.“O Aerus é o maior credor, com crédito original de cerca de R$ 2,6 bilhões — valor que, corrigido, pode ultrapassar R$ 5 bilhões.”
- T2 revisada
Uma decisão do TJRJ autorizou dividir os cerca de R$ 3 bilhões entre os credores com garantia real.“Uma decisão recente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) autorizou a divisão dos cerca de R$ 3 bilhões que devem entrar no caixa da massa falida da Varig entre os credores com garantia real”
- T2 revisada
Estima-se que a União tenha mais de R$ 10 bilhões em impostos a receber da Varig.“estima-se que a União tenha mais de R$ 10 bilhões em impostos a receber da empresa.”
- T2 revisada
A PGFN recorreu da decisão do TJRJ para manter o bloqueio até o julgamento da ação sobre as dívidas tributárias da Varig antiga.“A decisão da Justiça fluminense contrariou a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) , que recorreu para tentar manter o bloqueio dos valores até o julgamento de uma ação que discute a o pagamento de dívidas tributárias da antiga Varig”
- T2 revisada
Apesar do resultado favorável no TJRJ, o dinheiro ainda não tinha sido liberado.“Apesar do resultado favorável, os recursos ainda não foram liberados.”
- T2 revisada
Antes do acordo, a massa falida negociava vender o crédito ao BTG Pactual por cerca de R$ 730 milhões à vista.“Antes da assinatura do acordo, a massa falida negociava com o BTG Pactual uma operação para vender o crédito judicial à vista, em troca de um pagamento imediato de cerca de R$ 730 milhões.”
- T2 revisada
Quando a falência foi decretada, já se sabia que os trabalhadores só receberiam até 150 salários mínimos, e que muitos tinham bem mais que isso a receber.“Os trabalhadores terão preferência, mas somente receberão até 150 salários mínimos (quase R$ 80 mil). O problema é que muitos trabalhadores têm muito mais do que isso para receber.”
- T2 revisada
A 5ª Turma do TST tirou a VarigLog e a Volo do Brasil de uma ação trabalhista de ex-empregado da Varig.“A 5ª turma do TST excluiu a Variglog - Varig Logística S. A. e a Volo do Brasil S. A. de ação em que ex-empregado da Varig”
- T2 revisada
O TST aplicou a decisão do STF na ADI 3934, que considerou constitucionais os artigos da Lei 11.101 que afastam a herança das dívidas trabalhistas para quem compra ativos de empresa em recuperação, nas circunstâncias previstas na lei.“eventuais dúvidas sobre a matéria foram dirimidas com a decisão do STF na ADIn 3934-2, quando a Corte considerou os artigos 60, parágrafo único, e 141, inciso II, da lei 11.101/05 constitucionais ao estabelecerem a inexistência de sucessão dos créditos trabalhistas nessas circunstâncias.”
- T2 revisada
A campanha de Natal da Varig foi criada por Boni (José Bonifácio de Oliveira Sobrinho) e ganhou fama com o jingle composto em 1960 por Caetano Zama.“Campanha natalina da Varig criada por José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, ganhou notoriedade com o jingle composto em 1960 por Caetano Zama”
- T2 revisada
O primeiro filme de Natal era em preto e branco, com as notas da melodia passando pela tela e a letra embaixo.“O primeiro filme de Natal era bem simples: ainda em preto e branco, as notas musicais da melodia desfilavam pela tela enquanto um lettering exibia os versos na parte de baixo do vídeo.”
- T1 primária
Corrigidos só pelo IPCA de abril de 1995 a setembro de 2026, os R$ 2,24 bilhões fixados pela 1ª instância (em valores de março de 1995) equivaleriam a cerca de R$ 16,2 bilhões. O valor foi reduzido depois pelo TRF-1. - T1 primária
Na contestação, a União disse que a situação deficitária sempre acompanhou as empresas aéreas.“a situação deficitária jamais deixou de acompanhar as empresas [aéreas]”
- T1 primária
A União disse que as empresas aéreas sempre recorreram aos cofres públicos para cobrir os resultados de uma "administração desastrosa".“sempre recorreram aos cofres públicos para cobrir os resultados desastrosos de uma administração desastrosa”
- T1 primária
A União disse que os planos econômicos não tiveram nada a ver com a situação da Varig, porque atingiram todos os setores.“nada tiveram a ver com a situação os Planos Econômicos, que atingiram INDISCRIMINADAMENTE TODOS OS SETORES, NÃO TENDO SIDO PECULIARES À AUTORA”
- T1 primária
A União disse que a Varig teve 8 anos de lucro e 5 de prejuízo entre 1980 e 1992, e que 3 dos 5 vieram de vender passagem abaixo do custo e pagar comissão acima da legal.“a Autora teve em treze anos – de 1980 a 1992 – oito exercícios lucrativos e cinco deficiários. Destes cinco, três devem ser atribuídos à política suicida de comercializar o transporte por preços inferiores aos custos operacionais e mediante comissões superiores às legais.”
- T1 primária
A União citou os relatórios da própria Varig.“é igualmente válido recorrer aos Relatórios da Autora”
- T1 primária
O trecho citado pela União diz que "muitas empresas", atrás de receita, praticavam "políticas desastrosas de concorrência", com preços aviltados e descontos.“muitas empresas são levadas, na busca desesperada de receita, a praticar políticas desastrosas de concorrência, à base de preços aviltados, através de descontos diretos ou concessões das mais variadas.”
- T1 primária
Esse trecho é do 66º Relatório Anual da Administração da Varig.“VOLTA À REALIDADE TARIFÁRIA.’ (66ª Relatório Anual da Administração”
- T1 primária
Para a União, o governo não tinha nada a ver com as dificuldades das empresas aéreas.“Nada tem a ver o Governo com essas dificuldades, que sempre atalhou quando pôde e à custa dos cofres públicos.”
- T1 primária
O voto-vista é do ministro Joaquim Barbosa.“O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA: Senhores Ministros, de início, gostaria de fixar com precisão as dimensões do caso em exame”
- T1 primária
No voto vencido, Joaquim Barbosa escreveu que o laudo, feito para medir o prejuízo, foi usado como se provasse a existência do dano.“Em minha opinião, delegou-se ao laudo função que a ele não competia, utilizando-se a quantificação do prejuízo alegado como se fosse uma conclusão a respeito da própria existência jurídica do dano.”
- T2 revisada
Para a Fazenda, o acordo de 2024 só permite liberar o saldo depois que a Justiça Federal analisar a compensação.“Segundo os representantes da Fazenda, um acordo firmado em 2024 — que deu origem ao pagamento do precatório — estabelece que o saldo remanescente só pode ser liberado após a análise dessa compensação, que está em curso na Justiça Federal de Brasília.”
- T2 revisada
A PGFN sustenta que o dinheiro não integra definitivamente o patrimônio da massa falida.“O órgão sustenta ainda que o dinheiro não integra definitivamente o patrimônio da massa falida.”
- T2 revisada
Cesar Curi, presidente da Fundação Ruben Berta, acionista majoritária da Varig antiga, disse que a fundação recorreu da falência alegando que o administrador judicial não podia pedi-la.“Cesar Curi, presidente da Fundação Ruben Berta, acionista majoritária da velha Varig, informou que a entidade entrou com o recurso com a mesma alegação: falta de competência do administrador para pedir a falência.”
- T2 revisada
Ele disse que, desde 2005, os acionistas não tinham informações sobre os balanços da empresa.“O presidente da Fundação Ruben Berta afirmou que, desde 2005, os acionistas não têm informações sobre os balanços da empresa.”
- T1 primária
No TRF-1, a relatora das apelações foi a então desembargadora Eliana Calmon.“a Relatora das apelações, então Desembargadora Eliana Calmon, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região”
- T1 primária
O voto a seguir é do ministro Luís Roberto Barroso.“O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO: 1. Senhor Presidente, inicio pela questão preliminar”
- T1 primária
No voto, Barroso escreveu que a União tem competência para legislar sobre o assunto, mas não para descumprir um contrato que firmou.“A União tem competência para legislar na matéria, mas não para descumprir um contrato que firmou.”
- T1 primária
O voto a seguir é da ministra Rosa Weber.“A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, as teses foram expostas com maestria pela eminente Relatora”
- T1 primária
O ministro Celso de Mello acompanhou a relatora, ministra Cármen Lúcia.“O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Peço vênia, Senhor Presidente, para acompanhar o substancioso voto proferido pela eminente Relatora, Ministra CÁRMEN LÚCIA”
- T1 primária
O ministro Ricardo Lewandowski acompanhou integralmente o voto da ministra Cármen Lúcia.“O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Eu também, após escutar os doutíssimos votos, vou pedir vênia ao Ministro Joaquim Barbosa e também ao Ministro Gilmar Mendes para acompanhar integralmente o voto da Ministra Cármen Lúcia”
- T2 revisada
Em abril de 2006, os funcionários, contra o fechamento da companhia, tiveram o apoio de artistas num ato no Teatro do Leblon, no Rio.“Mobilizados contra o fechamento da companhia, os empregados conseguiram a solidariedade de vários artistas, que participaram na noite da última terça-feira de um ato público no Teatro do Leblon, no Rio.”
- T2 revisada
O motivo do apoio era que a Varig sempre deu passagens gratuitas a profissionais de teatro para levar espetáculos a todo o país.“A manifestação em apoio à empresa teve como justificativa o fato de a Varig sempre ter fornecido gratuitamente passagens aéreas aos profissionais da área teatral para a apresentação de espetáculos em todo o país.”
- T2 revisada
Participaram do ato, entre outros, Marieta Severo, Marco Nanini, Julia Lemmertz e Irene Ravache.“Participaram da manifestação, entre outros, Marieta Severo, Marco Nanini, Tônia Carreiro, Julia Lemmertz, Mauro Mendonça, Louise Cardoso, Zezé Polessa e Irene Ravache.”
- T1 primária
No mérito, Barroso votou por negar o recurso, como a relatora.“3. No mérito, debatido principalmente no recurso do MPF, considero que o caso é de desprovimento – tal como a eminente Relatora.”
- T1 primária
Rosa Weber negou provimento ao recurso da União, com base na responsabilidade civil do Estado.“Com relação ao segundo recurso extraordinário, eu o conheço e lhe nego provimento, forte na responsabilidade civil do Estado e no desequilíbrio econômico-financeiro provocado no contrato administrativo de concessão dos serviços de transporte aéreo”
- T2 revisada
Segundo o Meio & Mensagem, em 1992 a Varig convidou Xuxa para cantar o jingle do comercial de Natal.“Um dos mais famosos jingles da publicidade brasileira foi também cantado pela voz de Xuxa. Em 1992, a companhia aérea Varig convidou a apresentadora para interpretar seu comercial de Natal.”
- T1 primária
A relatora disse que o voto dela estava pronto desde o fim de 2008.“Este voto está pronto desde o final de 2008, e, quando dizia que me preocupava, não era retórica, recebi mais de trinta pedidos de audiências e mais de três mil e-mails a respeito deste caso.”
- T1 primária
Segundo a relatora, o documento do pedido de 2009, feito à uma da tarde do dia em que o processo seria chamado, veio assinado pelo então advogado-geral da União, Dias Toffoli.“o documento vem assinado pelo então Ministro da Advocacia-Geral da União, o agora Ministro Dias Toffoli - a pedido, à uma da tarde do dia em que seria apregoado, em 2009.”
- T1 primária
No julgamento de 2014, os ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli estavam ausentes, com justificativa; Teori Zavascki e Luiz Fux estavam impedidos.“Impedidos os Ministros Teori Zavascki e Luiz Fux. Ausentes, justificadamente, os Ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli.”
- T1 primária
Segundo a relatora, uma hora antes da sessão de 2009, a Advocacia-Geral da União e os advogados das partes, inclusive do Aerus, pediram em conjunto para não julgar, para tentar um acordo.“houve um pedido conjunto da Advocacia-Geral da União e dos advogados das partes, até mesmo da assistente simples, que é a AERUS, para que houvesse a suspensão e o não pregão, para a tentativa de um acordo.”
- T1 primária
Em 2011 o caso voltou à pauta e, de novo, houve pedido para não julgar, ainda na tentativa de acordo entre o governo e as partes.“Em 2011, foi pautado outra vez, e, mais uma vez, houve o pedido de que não se apregoasse, ainda na tentativa de o Governo com as partes buscarem um acordo.”
- T2 revisada
O ministro Teori Zavascki morreu em janeiro de 2017.“Para o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), a morte do também ministro da Corte, Teori Zavascki, é uma perda para o País.”
- T1 primária
O Plano Cruzado criou uma moeda nova, o cruzado, e congelou os preços e as tarifas aéreas nos valores de 27/02/1986, para combater a inflação.“Instituição de nova moeda (Cruzado) e implementação, pelo Poder Público, dos planos de combate à inflação denominados ‘Plano Funaro’ ou ‘Plano Cruzado’, que congelaram os preços e as tarifas aéreas nos valores prevalecentes em 27.2.1986”
- T1 primária
O Plano Cruzado veio por decreto-lei do Poder Executivo, em 27/02/1986, com o objetivo declarado de combater a inflação.“resultou ele de ato do Poder Executivo – Decreto-Lei n. 2.283, de 27.2.1986 e Decreto-Lei n. 2.284, de 10.3.1986 – e, obviamente expresso, seu objetivo era combater a inflação e resguardar a ordem econômica e financeira em benefício de toda a sociedade.”
- T2 revisada
A Varig fez comercial em desenho animado com o mascote Variguinho, um aviãozinho, apresentando a Paraíba (descrição da cópia guardada no Internet Archive, que data o comercial de 1983).“Comercial da Varig de 1983, com o mascote Variguinho, apresentado a Paraíba.”
- T2 revisada
Segundo o blog Blogcitário, o comercial dos "560 km" da Varig é dos anos 1990 e ficou na memória de quem viveu a época.“Quem viveu os anos 1990 certamente lembra deste hilário comercial da Varig”
- T2 revisada
Segundo o Blogcitário, o comercial anunciava que a Varig estava lançando mais voos sem escala.“Forma inteligente de informar que a companhia estava lançando mais vôos sem escala, algo que era luxo naquela época.”
- T2 revisada
O acervo Propagandas Históricas data o comercial "Quilômetros" da Varig nos anos 90.“Se você não cantou no passado, vai cantar agora com este comercial do anos 90 da Varig.”
- T2 revisada
O Plano Cruzado foi lançado pelo presidente José Sarney, em 28/02/1986.“O presidente da República José Sarney convoca o seus ministros para reunião e faz o lançamento do Plano Cruzado”
- T2 revisada
Em 1985, a inflação acumulada tinha chegado a 229% (número lembrado no voto de Joaquim Barbosa, segundo o Jornal do Brasil).“Ele sublinhou que as medidas de combate à inflação adotadas na época eram necessárias, lembrando que, em 1985, a inflação acumulada chegara a 229%.”
- T2 revisada
Catorze meses depois do anúncio, o Cruzado não tinha contido a inflação de forma duradoura, e vieram novos pacotes com congelamento, como os planos Bresser e Verão.“Quatorze meses após o anúncio, os efeitos não atingiram a inflação de forma duradoura. As medidas perderam eficácia, levando a novos pacotes de políticas, como o Plano Bresser e o Plano Verão, ambos com base em congelamento.”
- T2 revisada
Durante o Cruzado houve prateleiras vazias e cobrança de ágio entre fornecedores.“mas enfrentou dificuldades estruturais, com prateleiras vazias e prática de ágio entre fornecedores”
- T2 revisada
Segundo o Jornal do Brasil, Luiz Fux e Teori Zavascki estavam impedidos porque já tinham se pronunciado sobre o caso quando eram do STJ; e Dias Toffoli, porque era advogado-geral da União quando a ação tramitou nas instâncias inferiores.“Estavam impedidos os ministros Luiz Fux e Teori Zavascki - que já tinham se pronunciado quando o recurso especial foi julgado pelo Superior Tribunal de Justiça, do qual faziam parte - e Dias Toffoli - que era advogado-geral da União quando a ação tramitou nas instâncias inferiores.”
- T2 revisada
Segundo o Jornal do Brasil, Marco Aurélio estava ausente por causa de uma viagem.“O ministro Marco Aurélio estava ausente, em virtude de viagem.”
As imagens deste vídeo
Toda fotografia e todo documento que aparece no vídeo está listado aqui, com autor, licença e o endereço de onde saiu.
- comercial de Natal da Varig · cópia do Arquivo Marckezini, via Internet Archive
trecho de vídeo, exibido sem o som original · citação de comercial (Lei 9.610/98, art. 46, III)
- comercial da Varig em desenho animado · cópia do Arquivo Marckezini, via Internet Archive
trecho de vídeo, exibido sem o som original · citação de comercial (Lei 9.610/98, art. 46, III)
- comercial da Varig, anos 90 · cópia do acervo Propagandas Históricas
trecho de vídeo, exibido sem o som original · citação de comercial (Lei 9.610/98, art. 46, III)
49 diagramas animados, feitos para este vídeo. Todo número desenhado neles tem fonte na apuração acima.
A música deste vídeo
Música composta para este canal por geração local (ACE-Step 1.0, licença Apache-2.0), sem gravadora nem detentor de direitos. O pedido e a semente de cada peça ficam guardados.
- Composição gerada — tensao-investigativa 4
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- Composição gerada — tensao-investigativa 3
ACE-Step 1.0 (geração local) · gerada localmente (ACE-Step 1.0, Apache-2.0); sem detentor de direitos
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- Composição gerada — tensao-investigativa 2
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Como esta apuração foi feita
O roteiro deste vídeo foi escrito a partir desta ficha e somente dela. Nada que não esteja aqui é dito no vídeo — nem uma data, nem um nome. Antes de virar roteiro, a ficha passa por três conferências automáticas: se cada citação existe mesmo no material recolhido, se cada data é confirmada na precisão em que é afirmada, e se a afirmação que sustenta o vídeo vem de fonte primária ou de literatura revisada — não de enciclopédia.
T1 primária registro primário: arquivo oficial, artigo original com DOI, patente, jornal de época. T2 revisada literatura revisada: livro, artigo acadêmico, base estruturada. T3 terciária enciclopédia — citada pela revisão exata consultada, porque a página muda e a revisão não.
Achou um erro? Aponte nos comentários do vídeo, com a afirmação e a fonte. Correção pública vale mais para este canal do que acerto silencioso — e o vídeo, uma vez publicado, não pode ser editado. Esta ficha pode: quando algo muda, ela é atualizada e a data abaixo muda junto.
Ficha 0001-varig · apurada em 2026-10-17 · publicada em 2026-10-20 · aprovado